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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vestimenta de proteção contra queimaduras por arco elétrico



Por Luiz K. Tomiyoshi
Vestimenta de proteção contra queimaduras por arco elétrico
As queimaduras por arcos elétricos representam uma parcela muito grande entre os ferimentos provocados por eletricidade em locais de trabalho. Apesar da seriedade e da importância vital que isso representa para os trabalhadores que executam serviços em eletricidade, este assunto tem recebido pouca atenção dos usuários em geral, quando comparado com outros perigos da eletricidade, como choques, incêndios e outros aspectos da segurança industrial.


É reconhecido que a tecnologia tem evoluído muito para preservar a integridade do equipamento ou da instalação, como proteção do sistema elétrico, detecção do arco interno, equipamentos resistentes a arco, entre outros. Essas tecnologias normalmente são aplicadas para proteção patrimonial e operacional da instalação na eventualidade de ocorrer falhas no sistema elétrico, segregando as partes afetadas ou confinando as consequências da falha em invólucros como painéis, de tal forma que não atinja as pessoas que eventualmente estiver na proximidade.

A maioria dos acidentes acontece quando o operador ou o eletricista precisa remover as barreiras de proteções como portas de painéis, instalar ou inserir e remover componentes operacionais como disjuntores com o equipamento energizado. Nestas situações, o trabalhador fica totalmente exposto ao perigo e a sua segurança só depende da prática segura e uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado. É justamente nesta condição de trabalho que devemos ficar atentos providenciando proteção.

A energia liberada por arco elétrico é extremamente alta e pode causar ferimentos severos até a uma distância de três metros do ponto de falha nos equipamentos industriais de alta tensão mais comuns. O mesmo acontece no caso de distância menor, em equipamentos de baixa tensão.A energia liberada varia de acordo com a configuração do sistema elétrico e nível de curto-circuito disponível no ponto da falha.

O risco pode ser avaliado pela mesma sistemática adotada para dimensionamento e proteção dos equipamentos. As zonas de risco e o potencial podem ser determinados e calculados. Conhecendo a zona e o nível de risco, podemos estabelecer medidas de proteção por soluções de engenharia, tais como limitação de energia a um nível suportável, por meio do confinamento da energia e escolha adequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Equipamento de Proteção Individual (EPI)

No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 6, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece as exigências legais para Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para proteção dos trabalhadores contra riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Nesta NR não está explicita a necessidade de proteção contra arcos elétricos, mas estabelece que o EPI deve proteger os trabalhadores contra agentes térmicos para cabeça, face, membro superior e inferior e corpo inteiro. O arco elétrico, em uma falha, é um agente térmico comparado à solda elétrica a arco. A diferença é que nos serviços em eletricidade, os arcos ocorrem por falha, liberando energia muito superior a de uma máquina de solda e é um risco suscetível de ameaça à segurança e à saúde do trabalhador. Logo, o trabalhador deve ser protegido pelo EPI da mesma maneira que protegemos os soldadores.

Nos Estados Unidos e na Europa, em função da necessidade e da obrigatoriedade legal para proteção contra os efeitos térmicos do arco elétrico, foram desenvolvidos normas para verificar e determinar o desempenho dos tecidos e vestimentas utilizados como EPIs pelas entidades como a ASTM, nos Estados Unidos, a CENELEC, na Europa e a IEC, com abrangência internacional. Descreveremos adiante as particularidades de cada norma.

Equipamento elétrico à prova de arco

As normas técnicas internacionais e brasileiras prescrevem que os equipamentos elétricos devem ser dimensionados e construídos para suportar os esforços mecânicos e térmicos em casos de curto-circuito sem danificar o equipamento. No caso de equipamentos à prova de arco, todo o material da combustão deve ser direcionado para cima para não atingir o trabalhador, as portas e as coberturas de proteção não devem abrir para que não haja rajadas de fragmentos, o arco não deve provocar furos no painel, a integridade do aterramento deve ser mantida e a amostra de tecido deve ser colocada a certa distância, na posição vertical e horizontal para que não inflame. Esta condição é encontrada em situações normais de operação, em que o equipamento é mantido fechado, porém, para manutenção ou inspeção e verificação, muitas vezes precisamos abrir a porta, remover as coberturas de proteção, remover ou inserir componentes, como disjuntores ou gavetas de CCMs, alterando toda a condição de segurança estabelecida pelas normas. Portanto, mesmo para equipamentos à prova de arco, o trabalhador especializado fica exposto ao risco.
ARTIGO COMPLETO
http://www.osetoreletrico.com.br/web/component/content/article/58-artigos-e-materias-relacionadas/149-vestimenta-de-protecao-contra-queimaduras-por-arco-eletrico.html

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